Por que fazer uma avaliação de condicionamento do cavalo? 

Os esportes equestres são reconhecidamente realizados pelo conjunto cavalo-cavaleiro. Então, para que se obtenha sucesso é necessário que os dois atletas estejam em perfeitas condições físicas e psíquicas. As avaliações do atleta humano já são realizadas há muito tempo, por profissionais da área médica e da educação física. Além do técnico/treinador, existe o auxiliar técnico, o preparador físico, o fisiologista, o médico, o fisioterapeuta, o nutricionista, o massagista, o psicólogo, entre outros. Já o cavalo é apenas assistido pelo treinador, pelo clínico veterinário e, raramente, por fisioterapeutas. Porém, é necessário fazer uma abordagem mais profunda, entender sua fisiologia, sua biomecânica, suas necessidades, suas dores, para que obtenhamos o melhor resultado.

Não é raro escutarmos cavaleiros, proprietários e treinadores reclamando de terem comprado “um cavalo filho do garanhão da moda em égua importada” com resultados aquém do esperado. Existem diferentes causas de queda de desempenho que o clínico veterinário é capaz de diagnosticar. Porém, muitas vezes, é feito o descarte de todas essas causas e mesmo assim o cavalo não apresenta resultado satisfatório, culminando no descarte precoce de animais com potencial atlético, ou até em frustração do cavaleiro e desistência do esporte. Todos sabem que a maioria dos erros cometidos são de responsabilidade do cavaleiro. Então, se você for um bom cavaleiro, montar o cavalo de melhor genética, morfologia e saúde e mesmo assim não alcançar seus objetivos dentro de pista, é o momento de realizar uma avaliação do seu cavalo.

Assim como realizado na medicina humana, podemos acessar as limitações e o potencial do cavalo atleta através de avaliações nutricionais, de condicionamento físico, biomecânica e então, montar um protocolo de treinamento adequado para cada indivíduo. Na maioria das hípicas e centros de treinamento, os animais recebem uma alimentação padronizada, sem levar em consideração as necessidades individuais, podendo resultar em excesso ou falta de algum nutriente para determinada atividade. Aliando-se o exame do animal e da dieta é possível avaliar se existem falhas no manejo nutricional.

Muitas vezes, o animal apresenta-se saudável, porém com baixo rendimento. Assim como o atleta humano, o cavalo pode não estar condicionado para exercer certa atividade. São inúmeras as modalidades equestres, sendo assim, as exigências de cada uma delas são distintas. Um cavalo de corrida, muito provavelmente, não obterá sucesso em uma prova de enduro, assim como um cavalo de salto em uma prova de três tambores e vice-versa. Além da carga genética e morfologia adequadas para cada esporte, é necessário que o treinamento também o seja. Assim como não é raro vermos cavalos de linhagens famosas serem descartados por baixo desempenho, também não é incomum vermos cavalos sem raça definida obtendo resultados expressivos, o que valoriza a preparação e o treinamento dos animais. Para avaliar o condicionamento são feitos diferentes como: teste de esforço (aferição de frequência cardíaca, produção de lactato, consumo de oxigênio, etc), exames cardíacos (eletrocardiograma, ecocardiograma, holter) além de outros exames complementares (ultrassonografia, raio-X, endoscopia,exames bioquímicos, etc).

Ok, temos um cavalo bem estruturado, condicionado e saudável, porém ele ainda comete faltas, perde velocidade, não se movimenta bem, reage à mão, não se flexiona. Podemos então, fazer uma avaliação biomecânica para acessar sua flexibilidade, agilidade, flexibilidade, força, resistência e potência muscular. As avaliações podem ser feitas através de testes de manipulação e movimentação, análises cinemáticas por vídeo ou por acelerometria, eletromiografia, biópsia muscular, etc. Para solucionar eventuais problemas neuromusculares, aliam-se técnicas de fisioterapia, acupuntura, quiropraxia, facilitação próprio/exteroceptiva, exercícios de mobilização, etc.

Um fator importante, que muitas vezes é negligenciado é o material utilizado. Não é raro flagrarmos cavaleiros utilizando a mesma sela, embocadura, protetores em diferentes cavalos. Não podemos esquecer que a coluna, assim como a boca possuem altos graus de diferenciação entre os indivíduos, portanto, os pontos de atrito e apoio variam muito. Imagine-se usando uma cinta apertada e mal ajustada por horas, provavelmente seu bem-estar será comprometido, ainda mais seu desempenho esportivo. A embocadura por si só já não é confortável, pior fica se o tamanho e formato forem inadequados. Deve-se levar em consideração tudo que está em contato direto ou indireto com o cavalo, desde o cavaleiro até o material utilizado.

Uma vez cientes das condições nutricionais, metabólicas e neuromusculares do cavalo, podemos elaborar um protocolo de treinamento personalizado para sua atividade física. A maioria dos programas realizados mundo afora são baseados em experiência pessoal e tradição, porém muitas vezes, sem suporte científico ou de análises objetivos, tornando-se de difícil repetibilidade e baixa consistência.

                Essas avaliações têm como objetivo auxiliar o trabalho de treinadores e clínicos veterinários, facilitar a obtenção de resultados positivos junto a esses profissionais.

Lembrando que não é necessário levar seu cavalo a nenhum centro de pesquisa, os testes podem ser feitos na própria hípica ou haras e são realizados em um dia, não sendo necessário alterar a rotina de manejo ou trabalho.

 

  

 

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Novidades

Matéria no site Por Fora das Pistas

2011-08-24 21:06
http://porforadaspistas.com.br/vitrine/2011/664.asp

SL Safari III

2011-03-10 20:51
  - Cavalo BH castrado de 9 anos de idade - Criação do Haras Souza Leão - 1,82m de cernelha - Fazendo provas de 1,10m - Potencial para 1,30m - Fácil de condução - Bem equilibrado e muito bem trabalhado  

Vencedor HI

2011-03-10 20:20
- Puro Sangue Lusitano (Registro: 02832-MN) - Animal castrado - 9 anos de idade - Pronto para provas de 1,10m - Boa base de adestramento - Animal muito potente com ótima mecânica de salto - Muito franco